VILARINHO DA FURNA

Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no estremo nordeste do concelho de Terras de Bouro.

Segundo uma tradição oral teria começado a sua existência por ocasião da abertura da célebre estrada da “ Geira “, que de Braga se dirigia a Astorga num percurso de 240 Km, e daqui a Roma. Estaríamos segundo a opinião mais provável, pelo ano de 75 D.C. Um grupo de sete trabalhadores, assim reza a tradição, resolveu fixar-se junto da actual Portela do Campo. Passado pouco tempo, por motivos de desentendimento, quatro desses homens deixaram os sues colegas e foram instalar-se a poucos metros da margem direita do rio Homem, dando, assim, inicio á povoação de Vilarinho da Furna.

            Como a maior parte das aldeias serranas do Norte de Portugal, Vilarinho da Furna era constituído por um aglomerado de casas graníticas, alinhadas umas pelas outras, formando ruelas sinuosas. As casas de habitação compunham-se geralmente de dois pisos sobrepostos e independentes: - uma loja térrea, destinada aos gados e guarda de alfaias e produtos agrícolas, e um primeiro andar para habitação propriamente dita, onde ficavam a cozinha e os quartos.

            O povo de Vilarinho, além do acatamento das leis vigentes do seu País, tinha também as suas leis internas que eram respeitadas e, escrupulosamente cumpridas. Para isso havia uma junta que era composta por um Zelador (antigamente Juiz) acompanhado por seis membros. (mais+)

O êxodo do povo de Vilarinho pode localizar-se entre Setembro de 1969 e Outubro de 1970, quando na aldeia foram afixados os editais a marcar o tapamento da barragem. De um ano dispuseram, pois, os habitantes de Vilarinho para fazer os seus planos, procurar novas terras e proceder à transferência dos seus móveis. (mais+)

            A barragem de Vilarinho da Furna foi inaugurada em 21 de Maio 1972.

Da vida e recantos da aldeia comunitária não resta mais que um sonho... Sonho que é continuado no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, construído com as próprias pedras da aldeia.

 

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